Há quanto tempo eu não passava por aqui!!
Mas como percebi que muitas pessoas ainda vêm até aqui à procura de novos posts, e às vezes não se dão conta de que este cantinho já não é mais atualizado, não custa lembrar não é mesmo?
Gente, o que aconteceu com este blog, é o que aconteceu com grande parte dos blogs hospedados aqui no Blogger Brasil.
Tornou-se pago, e portanto inviável para mim.
O que eu fiz?
Mudei-me de mala e cuia para o Blogger americano (que agora também é traduzido para o português), e onde não há limite de postagens.
Ou seja, posso escrever à vontade sem ter de me preocupar se os posts terão de ser deletados mais tarde.
O endereço do blog onde eu escrevo atualmente é
http://pensamentosimperfeitos.blogspot.com
É só clicar no link!!
Bom... acho que é isso.
Espero vocês por lá tá?
Enquanto não encontro uma saída melhor para o "Pensamentos Imperfeitos", continuarei escrevendo e publicando no antigo endereço do Blogger.com.
Se você tem um link para o PI no seu blog, por favor atualize para:
http://pensamentosimperfeitos.blogspot.com
e claro... espero vocês lá!!
Todos nós, usuários do BLOGGER-BR sabíamos que acabaria acontecendo. Mais cedo ou mais tarde.
E finalmente aconteceu.
O espaço reservado para cada usuário foi limitado a meros 10MB, o que, convenhamos, não dá nem para o aperitivo.
O Pensamentos Imperfeitos está com a cota pra lá de extrapolada, beirando os 40MB.
O que faço?
Apago todas as imagens e deixo apenas os arquivos de posts que, sozinhos, quase atingem a cota permitida de 10MB.
É...foi bom enquanto durou.
E foi muito, muito bom.
Estou ainda estudando uma maneira de manter o Pensamentos Imperfeitos, talvez em outro servidor, e como home page, não como blog. Mas tudo ainda está muito vago, e espero conseguir encontrar uma solução que me mantenha longe da tirania dos grandes portais.
Como manter meu próprio domínio está por enquanto fora de cogitação, deverei aparecer por aqui apenas para informar meu novo endereço (muito em breve, eu espero).
Nem preciso dizer o quanto foi importante, e enriquecedora, a experiência de blogar.
E o quanto todos vocês me fizeram bem.
Muito, muitíssimo obrigada a todos vocês.
Nada de despedidas....não...
Nos vemos em breve. Muito breve!!
Super abraço,
(...)Minha inteligência tornou-se um coração cheio de pavor,
E é com minhas idéias que tremo, com a minha consciência de mim.
Com a substância essencial do meu ser abstrato
Que sufoco de incompreensível,
Que me esmago de ultratranscendente,
E deste medo, desta angústia, deste perigo do ultra-ser,
Não se pode fugir, não se pode fugir, não se pode fugir!
Cárcere do Ser, não há libertação de ti?
Cárcere de pensar, não há libertação de ti? (...)
Álvaro de Campos/Fernando Pessoa
Como que pudesse ouvir o rangido dos passos nos degraus
E eles viessem em minha direção
E eles vinham...
Como que pudesse ouvir a respiração pausada e tranquila junto ao meu rosto
E a boca fosse proferir meu nome, como em uma prece
E ela ia...
Como que sentisse os braços ao meu redor
E eles fossem me dizer do amor muito antes do desejo
E eles iam...
Como quem quisesse imortalizar o momento
Paralizar o tempo
E tal instante jamais fosse se esvair
E ele se foi...
* 21/04/1930
+04/02/2004
"...e tudo é tão redondo e completo na hora da morte, pois aí sim é que estás completamente acabado, inteirinho tu mesmo, nítido nítido, preciso, exato como um magnífico teorema..."
Incomparável,
Inenarrável,
Inesquecível...
...Hilda Hilst
Não me procures ali
Onde os vivos visitam
Os chamados mortos.
Procura-me
Dentro das grandes
águas
Nas praças
Num fogo coração
Entre cavalos, cães,
Nos arrozais, no arroio
Ou junto aos pássaros
Ou espelhada
Num outro alguém,
Subindo um duro
caminho
Pedra, semente, sal
Passos da vida.
Procura-me ali.
Viva.
.............
"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."
............
Toma-me.
A tua boca de linho sobre a minha boca Austera.
Toma-me AGORA, ANTES
Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes
Da morte, amor, da minha morte, toma-me
Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute
Em cadência minha escura agonia.
Tempo do corpo este tempo. Da fome
Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento,
Um sol de diamante alimentando o ventre,
O leite da tua carne, a minha
Fugidia.
E sobre nós este tempo futuro urdindo
Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida
A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo.
Te descobres vivo sob um jogo novo.
Te ordenas. E eu delinqüescida: amor, amor,
Antes do muro, antes da terra, devo
Devo gritar a minha palavra, uma encantada
Ilharga
Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar
Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo
Imensa
De púrpura. De prata. De delicadeza.
.............
Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
.............
Fontes:
Jornal de Poesia
Site Oficial - Hilda Hilst
De vida nova e novos "porquês"
Um ano e quatro meses.
Parece muito mais.
Parece que foi ontem.
Lembro-me de estar aqui, num dilema particular, na dúvida de contar ou não para algumas pessoas sobre a gastroplastia.
Tinha ainda muito medo da reação das pessoas, e uma tremenda insegurança que tomava conta de mim a maior parte do tempo.
Ficava imaginando como estaria depois de um ano, e quão diferente seria a minha vida.
Hoje, pesando exatos 67kg a menos , sei que jamais poderia sequer imaginar o tamanho da mudança.
Um pouco abatida, mas bem de uma forma geral.
Inscrevi-me em uma lista de discussão sobre o assunto. Destas em que os operados compartilham suas experiências com outros que passaram ou ainda vão passar pela mesma experiência.
Senti-me um peixe fora d'água.
Acabei desistindo da tal lista.
Fiz dois bons amigos por conta da cirurgia. O Cláudio (do CHFB in Concert e a Lúcia (que conheci no #25a35anos da antiga Brasirc, hoje VirtuaLife )
Conhecer pessoas assim especiais é raridade nos tempos de hoje.
E então fico me perguntando porquê é que não nos falamos mais vezes.
É esse eterno tropeço nas coisas do dia-a-dia, essa correria constante em busca de uma sobrevivência mais confortável, esse
constante embate que travamos com nossos fantasmas.
Ando desanimada, desgostosa, desiludida.
Com a vida, com as pessoas de uma forma geral, comigo mesma até.
Lancei meu barco ao mar, e deixo que siga seu curso, ao sabor da maré.
Sinto-me frágil , cansada, sem ânimo .
Fico pensando se este é o preço que devo pagar , se já o estou pagando.
Não me importo com a resposta para todas estas questões que pipocam em minha mente. Na realidade nem as quero, as respostas.
Prefiro o benefício da dúvida.
Acho mesmo que sou um caso perdido.
Ou não.
:)
Vontade de deletar o post anterior...
Os dedos ensaindo o gesto, a um clique do mouse.
Será??
E existem estas questões, cujas respostas eu vislumbro entre olhos cerrados.
Eu sei...
Seriam algumas dezenas de sessões de análise. Não faltaria assunto...para o terapeuta.
Perdoem-me, por favor, todos aqueles que me dispensam tanto carinho, tanta consideração, e em retorno não recebem nada mais que o silêncio que ecoa no vazio.Minha culpa, minha máxima culpa.
Aqui, neste blog, já expus muito mais a minha vida do que muitos possam sequer imaginar.Momentos de dor, raiva, frustração, alegria e exultação.Muitos compreenderam, e compartilharam estes momentos comigo.
Muitos me enxergaram como aquela que eu sempre quis ser, e nunca fui.
E é bom...
Ah! Como é bom quando alguém enxerga qualidades em nós, que supúnhamos não existirem.
Me fez ( e faz) um bem enorme.
A amizade, o carinho.
Mas o compromisso...este me assusta.
(Neste ponto é que entra o terapeuta)
Se me disserem que eu tenho que fazer, eu arranjo um meio de desviar, e não faço.
Se esperarem de mim uma atitude, e eu sequer desconfiar, pode esquecer...ela nunca acontecerá.
Por quê?
Não sei.
Não suporto a idéia de ter alguém me sugerindo atitudes e comportamentos.
Não suporto a idéia de que alguém espere algo de mim.
Então me retraio, fecho-me em minha concha, e espero que o dia lá fora acabe.
Saio somente quando percebo que a noite caiu, e que posso sair em segurança, sem ser notada.
Alguém já me disse - ou foram alguéns? não sei dizer ao certo -, que eu acabaria minha vida completamente só.
Por ser assim deste jeito impulsivo, por achar que tenho o direito de dizer o que penso - e eu tenho - doa a quem doer.
Às vezes insegura, tenho medo da visão...
Só. Completamente só.
Alguém de quem todos desistiram, por não valer à pena a tentativa.
Assim me sinto, na maior parte do tempo.
E não espero condescendência, longe de mim. Que a última coisa que eu espero de alguém, é que sinta pena de mim.
Estou acostumada a ser e viver assim. Alheia e infeliz.
Sim, eu sou infeliz a maior parte do tempo.
Mas quem disse que a felicidade existe em tempo integral?
Eu brinco, rio, canto, pulo, danço, como todo mundo.
E tento, na medida do que me é possível, não me tornar na vida dos que me cercam, uma carga que se tem que carregar por não haver escolha.
Ser quem você é exige uma boa dose de coragem e determinação, para que ao longo do caminho não acabe se transformando na pessoa que os outros esperam que você seja.
Ser quem eu sou tem me proporcionado muitas alegrias, e muitas decepções também.
Mas este é o jogo.
Ou se ganha, ou se perde. Não há meio termo.
E é este estica e puxa, este jogo de gato e rato , esta eterna busca que me motiva e mantém em movimento.
Às vezes eu canso, então eu paro e sento ao longo do caminho.
E logo me apercebo de que a vida não pára pra me esperar.
Ou eu corro, e tomo meu lugar, ou desisto e deixo ela passar.
Estou tentando ... estou tentando.
Se isso explica ou não minhas atitudes,
se justifica ou não minha presença e/ou ausência,
Só o tempo... só ele dirá.
Olho para o relógio na parede, desejando poder voltar o tempo
Quantas voltas dos ponteiros?
Não sei...
Atrasei-me para o encontro comigo mesma.
Atrasei-me.Fato consumado.
Não há como resgatar o momento perdido.
Houvesse como, teria eu??
Duvido do talvez, apostando no pode ser.
As mãos trêmulas buscando apoio uma na outra, entrelaçando-se como num abraço .
Um abraço no vazio.
Relutante, deixo para trás o quarto, e o relógio na parede.
Quem sabe um outro dia.
Eu, o encontro.
Quem sabe amanhã a vida se repita...
Ninguém me habita. A não ser
o milagre da matéria
que me faz capaz de amor,
e o mistério da memória
que urde o tempo em meus neurônios,
para que eu, vivendo agora,
possa me rever no outrora.
Ninguém me habita. Sozinho
resvalo pelos declives
onde me esperam, me chamam
(meu ser me diz se as atendo)
feiúras que me fascinam,
belezas que me endoidecem.
Thiago de Mello
Escrevo para dizer simplesmente que já basta
Basta de tanto milagre
Basta de tudo o que a vida inventou só pra me dar com sua mão estrelada
E continua a inventar sem que eu lhe peça nem sonhe
mal desponta a madrugada
Basta de brisa chegando bem cedinho,
me chamando para inaugurar o dia
na luz das ancas perfeitas
que em seu dorso se aconchegam
Basta da paz dessa garça
Que não mereço,
Mas pousa de perfil
Cheia de graça na beirada da manhã...
Thiago de Mello
De saber, e perdoar
Hoje, só hoje eu sei.
Fostes o início, o meio, o fim.
Fostes meu bem, e o meu mal.
O anjo e o demônio.
A ponte e o abismo.
A paz e o caos.
A luz e a escuridão.
Tirando-me o chão quando eu acreditava estar pronta para andar.
Roubando-me a fé justamente quando eu mais precisava dela.
Mostrando-me a felicidade e sarcástico,
fazendo-me crer numa visão.
Deste-me com uma mão,
Roubaste-me com a outra enquanto eu dormia desprotegida e aconchegada em teu peito
Em ti reconheci minhas maiores virtudes.
E só por causa tua confrontei meus mais temíveis vícios e erros.
Fostes o maior dos meus amigos,
E o jamais imaginado inimigo.
Infiltrando-se sorrateiramente e minando-me as forças,
mostrou-me o quanto a vida pode ser bela.
E cruel.
E dura.
Numa sucessão de incontáveis agravos, provei dos gostos todos eles:
o amor e o ódio, a dor e o perdão.
Dos males que me causastes,
Guardo apenas o bem que deixastes por engano.
E para meu próprio espanto, a remissão da pena.
"A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre cômico que se empavona e agita por uma hora no palco, sem que seja, após, ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muita barulheira, que nada significa."
(Shakespeare in Macbeth, Ato V, cena V)
(...)O homem, cada um dos homens, é um sonho a mais, um sonho fugaz criado pela tenaz e constante vontade de viver, imagem efêmera que o espírito infinito da natureza desenha na página do tempo e do espaço; impressa nela alguns instantes logo se desfaz para dar lugar a muitas outras. (...)
(...) Nossa vida é um episódio que perturba, sem nenhuma utilidade, a serenidade do nada.
Arthur Shopenhauer
Muito obrigada à todos aqueles que se dispuseram a gastar um tempinho para votar no Pensamentos Imperfeitos para o Concurso iBest 2004, na categoria iBest Blog. Os dez blogs mais votados já foram divulgados, e como já era esperado, este humilde blog não está entre eles (que pretensão a minha!).
Os finalistas são todos "feras".
Clique no link abaixo para conhecê-los, e aproveite para votar no seu escolhido.
Não custa nada, e você ainda concorre a um Chevrolet Montana Sport 0 km
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